A prestação da casa representa um peso significativo no orçamento de muitas famílias. Mas as condições de um crédito habitação não têm de ficar inalteradas durante anos.
Existem várias formas de tentar reduzir esse encargo e melhorar as condições do financiamento. Neste artigo, mostramos as principais estratégias que pode analisar para perceber se existe margem para baixar a prestação ou reduzir outros custos associados ao crédito.
Explore as 8 estratégias
Selecione um tema para avançar diretamente para essa parte do artigo.
Transferir o crédito habitação para outro banco
Uma das formas mais eficazes de tentar baixar a prestação mensal é transferir o crédito habitação para outro banco.
Na prática, isto significa mudar o empréstimo atual para uma nova instituição financeira que ofereça melhores condições. O novo banco liquida o crédito existente e passa a ser a entidade responsável pelo financiamento.
Esta solução pode ser vantajosa quando outro banco apresenta:
- spread mais baixo;
- taxa fixa ou mista mais competitiva;
- seguros mais baratos;
- menos comissões;
- melhores condições globais;
- campanha de transferência com apoio nos custos.
Mesmo uma pequena redução na taxa de juro pode representar uma poupança relevante ao longo dos anos, sobretudo em créditos com capital em dívida elevado e muitos anos pela frente.
Ver exemplo prático de poupança
Imagine, por exemplo, um crédito com 180.000€ em dívida, a 30 anos, com uma taxa anual nominal de 4%. A prestação aproximada seria de 859€ por mês.
Se conseguir baixar a taxa para 3,5%, a prestação poderá descer para cerca de 808€.
Ainda assim, antes de transferir o crédito, deve analisar todos os custos envolvidos. Pode existir comissão de reembolso antecipado, nova avaliação do imóvel, custos de escritura, registos ou outros encargos. Em alguns casos, o novo banco suporta parte destes custos, mas isso deve ser sempre confirmado.
Renegociar o spread com o banco atual
Antes de mudar de banco, pode fazer sentido começar por falar com a sua instituição atual.
O spread é a margem cobrada pelo banco e representa uma parte importante da taxa de juro do crédito habitação, especialmente nos contratos com taxa variável.
Muitos créditos foram contratados em momentos em que o spread praticado era mais elevado do que os atualmente disponíveis no mercado. Por isso, se tem um bom histórico de pagamento, rendimentos estáveis e uma relação bancária positiva, pode ter margem para pedir uma revisão das condições.
No entanto, é importante perceber que a renegociação depende sempre de acordo entre o cliente e o banco. A instituição não é obrigada a aceitar a alteração, mas também não perde nada em pedir uma nova análise.
Além do spread, pode tentar renegociar outros elementos do crédito, como o prazo, o tipo de taxa, o indexante ou alguns produtos associados.
Rever o tipo de taxa: variável, fixa ou mista
O tipo de taxa tem impacto direto na prestação do crédito habitação.
Nos contratos com taxa variável, a prestação acompanha a evolução do indexante, normalmente a Euribor. Isto significa que, quando a Euribor sobe, a prestação pode aumentar na revisão seguinte. Quando desce, a prestação pode baixar.
Já na taxa fixa, o cliente sabe à partida quanto vai pagar durante a totalidade do período contratado. A prestação não varia, o que dá maior previsibilidade ao orçamento familiar.
A taxa mista combina as duas modalidades. Durante um período inicial, a taxa é fixa. Depois, o contrato passa para taxa variável.
Em determinados momentos, uma taxa mista ou fixa pode trazer mais estabilidade e até uma prestação mais competitiva face à taxa variável. Noutros casos, manter a taxa variável pode fazer sentido, especialmente se houver expectativa de descida dos indexantes.
Não existe uma solução ideal para todos. A escolha depende do capital em dívida, do prazo restante, da situação financeira da família e da tolerância ao risco.
Se o objetivo principal for baixar a prestação no imediato, deve comparar propostas concretas. Se o objetivo for reduzir incerteza e evitar subidas futuras, uma taxa fixa ou mista pode ser mais adequada.
Procura melhorar as condições do seu crédito?
Diga-nos que solução pretende e analisamos consigo as diferentes possibilidades.
Quero analisar o meu créditoAmortizar capital
Amortizar capital significa pagar antecipadamente uma parte do valor em dívida ao banco.
Ao reduzir o capital em dívida, também reduz o valor sobre o qual são calculados os juros. Isto pode traduzir-se numa prestação mensal mais baixa.
Quanto pode mudar a prestação? Ver exemplo
Imagine que tem 180.000€ em dívida, a 30 anos, com uma taxa anual nominal de 4%. A prestação aproximada seria de 859€ por mês.
Se amortizar 10.000€ e o capital em dívida passar para 170.000€, mantendo as mesmas condições, a prestação poderá descer para cerca de 812€.
A amortização pode ser uma boa solução para quem tem poupanças disponíveis e quer reduzir o peso mensal do crédito.
Antes de amortizar deve confirmar se existe comissão de amortização antecipada. Nos contratos com taxa variável, a comissão máxima é normalmente inferior à dos contratos com taxa fixa, mas podem existir regimes temporários ou condições específicas a considerar.
Além disso, a amortização pode ter dois efeitos diferentes: baixar a prestação mensal ou manter a prestação e reduzir o prazo do empréstimo. Se o objetivo for baixar a prestação, deve garantir que essa opção fica clara junto do banco.
Rever o seguro de vida
O seguro de vida associado ao crédito habitação é um dos custos que muitas famílias acabam por não rever durante anos.
No entanto, este seguro pode representar um peso significativo no orçamento mensal, especialmente à medida que a idade dos titulares aumenta.
Muitas vezes, o seguro de vida é contratado através do banco no momento da aprovação do crédito. Em alguns casos, isso permite obter uma bonificação no spread. Mas isso não significa que seja sempre a opção mais barata no longo prazo.
Comparar propostas de seguro de vida fora do banco pode revelar diferenças significativas.
- Quanto paga atualmente pelo seguro;
- Quanto pagaria com uma nova seguradora;
- Se perderia ou não bonificação no spread;
- Quanto aumentaria a prestação se perdesse essa bonificação;
- Qual seria a poupança líquida mensal e anual.
Rever o seguro de vida pode ser uma das formas mais simples de reduzir o custo mensal associado ao crédito, mesmo que a prestação bancária propriamente dita não mude.
Rever o seguro multirriscos
O seguro multirriscos habitação é outro custo associado ao crédito que deve ser analisado.
Este seguro protege o imóvel contra determinados riscos, como incêndio, danos por água, tempestades ou outros eventos previstos na apólice.
Tal como acontece com o seguro de vida, muitos clientes mantêm o mesmo seguro durante anos sem comparar alternativas. No entanto, preços, coberturas e condições podem variar muito entre seguradoras.
- Coberturas incluídas;
- Exclusões;
- Franquias;
- Capital seguro;
- Proteção do recheio, se aplicável;
- Atualização do valor de reconstrução;
- Impacto no spread, caso esteja associado a bonificação.
Se conseguir baixar o prémio mensal ou anual do seguro sem perder benefícios importantes no crédito, estará a reduzir o custo global da casa.
Alargar o prazo do crédito: solução possível, mas com cuidado
Embora não esteja entre as primeiras opções a considerar, alargar o prazo do crédito pode baixar a prestação mensal.
Ao distribuir o pagamento por mais anos, o valor mensal tende a diminuir. Isto pode ajudar famílias que precisam de aliviar temporariamente o orçamento.
Ver exemplo: prazo de 25 anos vs. 30 anos
Num crédito de 180.000€ com taxa anual nominal de 4%, a prestação a 25 anos seria de cerca de 950€.
Se o prazo passar para 30 anos, a prestação desce para cerca de 859€.
A diferença mensal pode ser relevante. No entanto, existe uma consequência: ao aumentar o prazo, paga juros durante mais tempo, o que pode aumentar o custo total do crédito.
Consolidar outros créditos pode ajudar o orçamento
Quando o problema não está apenas na prestação da casa, mas no conjunto de encargos mensais, pode fazer sentido analisar outros créditos existentes.
Crédito automóvel, crédito pessoal, cartões de crédito ou outros financiamentos podem estar a pesar bastante no orçamento familiar.
Em alguns casos, consolidar créditos pode reduzir o valor mensal total das prestações. Isto não baixa diretamente a prestação do crédito habitação, mas pode libertar rendimento mensal e melhorar a taxa de esforço.
O objetivo não deve ser apenas pagar menos por mês, mas garantir que a solução faz sentido no presente e no futuro.
Como podemos ajudar
Na Incredible Finance, analisamos o crédito habitação como um todo.
Não olhamos apenas para a prestação mensal. Avaliamos o spread, a taxa de juro, o prazo, os seguros, as comissões, os produtos associados e o custo total do financiamento.
Comparamos propostas de diferentes instituições bancárias e procuramos perceber onde existe margem para melhorar, sempre de forma 100% gratuita para o cliente.
Rever hoje pode significar poupar no futuro
Baixar a prestação do crédito habitação pode ser possível, mas depende sempre das condições do contrato, do perfil do cliente e das propostas disponíveis no mercado.
Transferir o crédito para outro banco, renegociar o spread, rever o tipo de taxa, amortizar capital, comparar seguros e ajustar o prazo são algumas das formas de tentar reduzir o valor mensal ou melhorar o custo global do financiamento.
O mais importante é não deixar o crédito parado durante anos sem revisão. As condições do mercado mudam, os bancos atualizam ofertas e a sua situação financeira também pode evoluir.
Sente que está a pagar demasiado pelo seu crédito habitação?
Analisamos o seu caso, comparamos alternativas e ajudamos a perceber se existe margem para baixar a prestação da casa, sem ter de pagar nada pelo nosso serviço de intermediação de crédito.
Encontrar uma solução